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sexta-feira, setembro 18, 2009

Zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar

Foi publicado o Decreto nº 6.961, de 17 de setembro de 2009, o qual aprova o zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar (ZAE Cana) e determina ao Conselho Monetário Nacional o estabelecimento de critérios e vedações para a concessão de crédito rural e agroindustrial à produção e industrialização de cana-de-açúcar, açúcar e biocombustíveis.
Segundo consta no anexo do Decreto, o objetivo geral do ZAE Cana para a produção de etanol e açúcar é o de fornecer subsídios técnicos para formulação de políticas públicas visando ao ordenamento da expansão e a produção sustentável de cana-de-açúcar no território brasileiro.
Por sua vez, os objetivos específicos são:
(a) oferecer alternativas econômicas sustentáveis aos produtores rurais;
(b) disponibilizar base de dados espaciais para o planejamento do cultivo sustentável das terras com cana-de-açúcar em harmonia com a biodiversidade e a legislação vigente;
(c) fornecer subsídios para o planejamento de futuros pólos de desenvolvimento no espaço rural;
(d) alinhar o estudo com as políticas governamentais sobre energia;
(e) indicar e espacializar áreas aptas à expansão do cultivo de cana-de-açúcar em regime de sequeiro (sem irrigação plena);
(f) fornecer as bases técnicas para a implementação e controle das políticas públicas associadas.

Veja a íntegra do Decreto nº 6.961, de 17 de setembro de 2009.

Conheça também a recente publicação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA): Ementário Nacional da Agroindústria Canavieira

segunda-feira, agosto 03, 2009

"Mercado da SADC: Problemática do açúcar volta a mesa em 2012"

Segundo o Notícias, os "Países da região que produzem o açúcar deverão encontrar-se em 2012 para procurarem reduzir as diferenças existentes a volta das quotas de comercialização daquele produto estratégico na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). Actualmente, a comercialização do produto encontra-se estruturada através do chamado anexo sete do protocolo comercial.
Entretanto, alguns países produtores consideram este acordo como sendo de única direcção, ou seja, que não permite a reciprocidade entre os não membros da União Aduaneira da África Austral (SACU) nomeadamente Moçambique, Zimbabwe, Angola, RDCongo, Namíbia, Tanzânia e Madagáscar, Zâmbia, Malawi e Maurícias e os membros daquela organização que são a África do Sul, Suazilândia, Lesoto e o Botsuana e os integrantes deste bloco.
'O que se concordou é que os SACU não introduziriam açúcar aos não SACU, mas estes podiam o fazer. Logicamente que isto está a levantar problemas e está a ser discutido e em 2012 este é um dos pontos que merecerão especial enfoque na avaliação do anexo sete', disse ao nosso jornal fonte da Associação Moçambicana dos Produtores de Açúcar – APAMO.
No global, a SADC é excedentária na produção do açúcar em cerca de 2 800 mil toneladas. Moçambique vai produzir no próximo ano cerca de meio milhão de toneladas, mas o consumo interno está entre 160 mil a 180 mil toneladas.
A fonte que temos vindo a citar entende que neste momento, o mais importante é que os países tenham a consciência de que a região é excedentária do ponto de vista de produção de açúcar daí ser urgente clarificar onde é que vão colocar esses excedentes. O ponto é que países como Angola, Lesoto, Botswana e RDCongo são deficitários do ponto de vista de produção daí que há toda uma necessidade de se clarificar as quotas de mercado que cada um deverá ter nesses mercados. 'Primeiro temos que ver como é que vamos vender aos que são deficitários, depois o que sobrar, como é que pode ser colocado fora da região. Para nós isso é que é a questão de fundo. As quotas dentro da região entre os SACU e os não SACU devem ser ultrapassadas em 2012', garantiu." (As hiperconexões foram acrescentadas)

sexta-feira, março 06, 2009

"Reforma de PAC: a Comissão regozija-se com o êxito da reforma da UE no sector do açúcar, no momento em que o processo de reestruturação termina"

Segundo a Sala de Imprensa da U.E., "O regime de 2006-2009 para a reestruturação da indústria açucareira europeia resultou numa renúncia, cifrada em de 5,8 milhões de toneladas, à quota, valor muito próximo do objectivo inicial de 6 milhões de toneladas. No final deste processo de quatro anos, um elemento-chave da reforma de 2006 do sector açucareiro, a quota da UE para o açúcar e a isoglicose foi reduzida para 14 milhões de toneladas (dos quais 13,3 milhões de toneladas de açúcar). A produção de açúcar da União Europeia está agora concentrada em 18 Estados-Membros (23 antes da reforma) que gozam de condições agronómicas favoráveis, e quase 70 por cento de produção concentra-se nos sete Estados-Membros com os rendimentos de açúcar mais elevados. Os preços no mercado interno revelam uma tendência para a baixa, coerente com o objectivo da reforma de criar um sector do açúcar comunitário sustentável e concorrencial.
'Tenho o prazer de anunciar que a reforma do sector do açúcar foi um êxito', proferiu Mariann Fischer Boel, Membro da Comissão responsável pela Agricultura e pelo Desenvolvimento Rural. 'Tratava-se de uma das peças centrais do meu mandato actual e é muito gratificante estarmos tão perto do nosso objectivo ambicioso. O sector do açúcar na UE precisava desesperadamente de ser reformado. Uma produção e preços sustentáveis garantem um futuro concorrencial para os nossos produtores'." (A hiperconexão foi acrescentada)

Este Comunicado foi também distribuído, na íntegra, nas Línguas Portuguesa e Espanhola.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

"Espécie de grama pode produzir etanol, indica estudo"

"A erva de nome científico Panicum vigartum mostrou-se fonte muito mais promissora do que se tinha inicialmente imaginado na produção de etanol, revelaram pesquisadores dos Estados Unidos em estudo publicado na revista 'PNAS' nesta terça-feira.
A erva de cor azul-esverdeada brilhante, da família das gramíneas, tem capacidade de crescer facilmente. Ela permite que se obtenha 5,4 vezes mais energia (540%) do que o necessário para cultivá-la e produzir etanol, explicaram os bioquímicos da Universidade de Nebraska.
Em estimativas anteriores, baseadas em campos de cultivos experimentais menores, os cientistas conseguiram chegar a um rendimento energético líquido de 3,43 vezes (343%).
Este rendimento médio, definido como a relação entre a energia restituída sobre a energia não renovável utilizada, é comparável ao obtido com o milho, principal cultivo a partir do qual os Estados Unidos produzem seu etanol.
Por outro lado, a cana-de-açúcar, especialidade brasileira na obtenção do etanol rende oito vezes mais energia do que a necessária para produzi-la."
Leia a notícia completa em
Folha Online.

domingo, junho 17, 2007

Prêmio Nobel afirma que etanol proveniente do milho polui mais

O prêmio Nobel de Química, o cientista mexicano Mario Molina, declarou que biocombustíveis como o etanol podem poluir mais se a sua produção for à base de milho, como fazem os Estados Unidos, que está impulsionando a sua fabricação em larga escala. Molina disse que é mais conveniente usar a cana-de-açúcar para produzir o etanol, a exemplo do Brasil, a fim de proteger o meio ambiente. "Se o etanol for produzido da maneira feita pelos Estados Unidos, a partir do milho, os benefícios ambientais serão irrisórios e, em alguns casos, até poderiam ser considerados negativos", advertiu Molina, que recebeu o prêmio Nobel por suas investigações sobre a camada de ozônio. Molina lançou essas advertências durante uma conferência que abriu o seminário "Mudança Climática e Meios de Comunicação", que aconteceu na capital mexicana, como parte do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.
O especialista disse que o etanol reduz a emissão de dióxido de carbono, mas a sua produção gera um aumento no consumo de combustíveis fósseis, como o óxido nitroso, produzido por fertilizantes, e que é "300 vezes mais potente que o dióxido de carbono na intensificação do efeito estufa". "A produção do etanol pode ser positiva, caso tenha a cana-de-açúcar como matéria-prima, à maneira do Brasil", afirmou Molina.
O Congresso mexicano aprovou em 26 de abril a Lei do Desenvolvimento de Bioenergéticos, que permitirá utilizar o etanol como oxidante de combustíveis fósseis derivados do petróleo. Agora o debate está focado no tipo de produto que servirá de base para a produção do etanol. O México não é auto-suficiente na produção de milho, base da dieta nacional.
Fonte: DCI, seção Capa - 13/06/2007.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Projeto cria programa nacional de microdestilarias

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7261/06, do deputado Pastor Francisco Olímpio (PSB-PE), que cria o Programa Nacional de Microdestilarias de Álcool (Pronama). A intenção do parlamentar é garantir o desenvolvimento sustentável e geração de emprego e renda nas regiões agrícolas do País.
O projeto beneficiará destilarias capazes de produzir até 25 mil litros de álcool por dia, classificadas pelo texto como microdestilarias.
Além da produção de álcool, o programa inclui o aproveitamento agrícola e industrial de outros produtos derivados da cana-de-açúcar. "Uma microdestilaria poderá aproveitar a vinhaça, para fertilização do solo ou produção de biogás; a palha e o bagaço de cana, para fabricar ração animal ou gerar eletricidade em pequenas usinas", exemplifica o deputado. Ele também acredita que a microdestilaria poderá industrializar e comercializar o melado, açúcar mascavo, rapadura e o palmito da ponta da cana, "produto de apreciável teor protéico, ainda não utilizado, que poderá evitar a dizimação de espécies da Mata Atlântica, que hoje estão ameaçadas de extinção, em razão da exploração indiscriminada visando à extração de palmito".
O Pronama atenderá às cooperativas de produção agrícola, aos pequenos e médios produtores rurais, aos projetos de agricultura familiar e aos produtores de pequeno e médio portes cujas propriedades sejam oriundas de projetos de reforma agrária.
Os contratos de financiamento poderão ser firmados com instituições bancárias estatais ou privadas e terão prazo de dez anos, com três anos de carência.

Proálcool
Pastor Francisco Olímpio acredita que o Pronama será uma alternativa ao Proálcool, que se baseou na produção de latifúndios monocultores de cana e de grandes usinas de açúcar e álcool. O parlamentar afirma que o Proálcool se acostumou a depender dos subsídios estatais para arcar com a diferença entre os custos de produção do álcool utilizado como combustível automotivo e os derivados de petróleo produzidos para o mesmo fim.
Na sua avaliação, tal situação foi favorável ao programa enquanto os preços de petróleo se mantinham elevados. No entanto, quando a oferta de petróleo em todo o mundo se tornou mais ampla e, em conseqüência, os preços do produto começaram a cair, ocorreu a derrocada da produção alcooleira no Brasil, que foi reforçada pela queda dos preços do açúcar no mercado internacional.
"O Proálcool foi erigido como um portentoso edifício sobre uma base frágil", compara o parlamentar, pois os custos de produção eram elevados, poucos os produtos oferecidos e o plano estava submetido, ainda que indiretamente, à forte dependência das variações cambiais e geopolíticas que afetam combustíveis concorrentes, como o petróleo e seus derivados.
O deputado ressalta ainda que, apesar da grande capacidade de geração de empregos do programa, os postos de trabalho criados pelo Proálcool não fixam o homem ao campo nem elevam seu nível de vida, pois, em geral, trata-se de subempregos, que constituem os enormes exércitos de bóia-frias e sem-terra. Esse é um dos problemas que o Pronama pretende minimizar.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Minas e Energia; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta: PL-7261/2006;

Fonte: Agência Câmara.

domingo, julho 23, 2006

Produção de Biocombustíveis a partir de Produtos Agrícolas é "Moralmente Inadequada"

A multinacional Royal Dutch Shell, maior comerciante mundial de biocombustíveis, considera "moralmente inadequado" o uso de produtos agrícolas, que podem servir para alimentação, na produção de biocombustíveis, enquanto existem pessoas passando fome no mundo.
Para a Shell, o problema se deve à transformação de um alimento em combustível, enquanto há pessoas morrendo de fome como ocorre na África.
Os principais biocombustíveis consumidos atualmente no mundo são o etanol - usado principalmente nos Estados Undos e Brasil - e o biodiesel - usado na Europa. O primeiro tem como matéria-prima a beterraba e a cana-de-açúcar, além de grãos de milho e trigo, enquanto o biodiesel, é fabricado predominantemente a partir de oleaginosas, colza, podendo ser também produzido a partir de palma e côco.
Em função desse ponto de vista, a Shell vem investindo em pesquisas em combustíveis alternativos a partir de fontes renováveis, que utilizam como matéria-prima lascas de madeira e resíduos vegetais.
Fonte: Reuters - 06/07/06.

terça-feira, maio 23, 2006

Governo insta União Europeia a cumprir determinações da OMC sobre açúcar

Segundo publicado pela Agência Lusa, de hoje, o Brasil instou a União Europeia (UE) a garantir "o pronto e pleno cumprimento" das determinações da Organização Mundial do Comércio (OMC) no contencioso sobre o açúcar, divulgou hoje o ministério brasileiro dos Negócios Estrangeiros. O prazo estabelecido por meio de arbitragem para que a UE cumprisse as determinações da OMC no contencioso venceu na segunda-feira. "O Brasil lamenta não ter, até ao momento, qualquer confirmação quanto à efectiva adopção do conjunto de medidas necessárias para adequar o regime açucareiro europeu às regras multilaterais de comércio e assegurar a observância das determinações" da OMC, diz a nota do Itamaraty. O ministério informou também que não recebeu da UE ainda os dados oficiais sobre as exportações de açúcar e gastos em subsídios em relação ao ano-safra 2005-2006. "As informações preliminares disponíveis dão conta de que, em ambos os casos, os compromissos assumidos pela UE no âmbito da OMC continuaram não sendo observados", lê-se no comunicado do Itmaraty. O governo brasileiro manifestou-se igualmente preocupado com as indicações de que a UE continuaria a permitir exportações de açúcar relativas ao ano-safra 2005- 2006 mesmo depois de expirado o prazo de 22 de Maio, com base em licenças de exportação anteriormente concedidas. As autoridades brasileiras vão avaliar com Austrália e Tailândia que, juntamente com Brasil apresentaram a queixa na OMC contra a política açucareira da União Europeia, os próximos passos a serem dados nesse contencioso. Brasil, Austrália e Tailândia referem-se à exportação subsidiada de excedentes da produção de açúcar europeu, que não podem ser comercializados na UE, e à reexportação do açúcar comprado em ex-colónias da África, Caribe e Pacífico (ACP), assim como na Índia, com subsídios directos.
O Brasil não questionou, entretanto, o acesso preferencial ao mercado comunitário do açúcar importado dos países ACP e da Índia. Durante o painel na OMC, estabelecido no final de Agosto de 2003, o Brasil argumentou que a UE não estava a observar os compromissos de redução de subsídios à exportação. Se respeitados, os europeus poderiam conceder subsídios à exportação do produto até 500 milhões de euros por ano ou 1,273 milhões de toneladas de açúcar anuais.
De acordo com o governo brasileiro, os subsídios europeus à exportação do açúcar incidem actualmente sobre volumes que chegam a cinco milhões de toneladas por ano, o que equivale a um mercado de 1,2 mil milhões de dólares (940 milhões de euros). Deste mercado, o sector privado brasileiro acredita que poderia ficar com 400 milhões a 700 milhões de dólares (310 milhões a 540 milhões de euros).
Em Abril do ano passado, o Órgão de Apelação da OMC divulgou um relatório, de última instância, que manteve todas as determinações a que chegou o painel da OMC, dando pleno ganho de causa ao Brasil nos dois elementos do regime açucareiro europeu questionados. De acordo com as regras da OMC, caso o Brasil considere insatisfatórias as modificações da UE no regime açucareiro, o país poderá pedir a abertura de um novo painel (de aplicação) e, se ganhar, terá direito a solicitar pedido para retaliar. Um exemplo de retaliação comercial seria o aumento de tarifas sobre produtos europeus. O Brasil exporta por ano 13,4 milhões de toneladas de açúcar. Os principais mercados compradores do açúcar brasileiro são a Rússia, o Médio Oriente e a Ásia.

segunda-feira, novembro 28, 2005

Guiné-Bissau interessada na cooperação brasileira na área de etanol

"O ministro de recursos naturais guineense, Aristides Ocante da Silva, afirmou hoje que Guiné-Bissau está interessado em cooperar com o Brasil na área de biocombustíveis, nomeadamente o etanol, produzido a partir da cana-de-açúcar.
Segundo o ministro, a África Ocidental dispõe de terras e condições climáticas favoráveis ao plantio de cana-de-açúcar e à produção de etanol.
'Para nós, seria fazer face ao problema económico provocado pelo preço do petróleo e ajudaria no combate à pobreza', assinalou Ocante da Silva. O ministro guineense disse também que esta é 'uma oportunidade para o Brasil abrir uma porta da África Ocidental'.
Juntamente com representantes do Senegal e de Benin, Ocante da Silva veio conhecer a experiência brasileira na produção de etanol.
As delegações africanas foram recebidas hoje pelo ministro brasileiro da agricultura, pecuária e abastecimento, Roberto Rodrigues.
De acordo com o ministro, a formalização de um protocolo de cooperação com estes países na área do etanol 'ocorrerá no prazo mais curto possível'.
A intenção dos países africanos é estabelecer programas nacionais de etanol com o apoio de organismos internacionais, como o Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)."
Leia a notícia completa no Agroportal.

quinta-feira, novembro 24, 2005

"UE/Açúcar: Acordo alcançado em Bruxelas com voto favorável de Portugal"

O Diário Económico noticia que " Os Estados-membros da União Europeia (UE) alcançaram hoje em Bruxelas um acordo relativamente à reforma do regime de ajudas comunitárias ao açúcar, com o voto favorável de Portugal.
Ao terceiro dia da 'maratona negocial' iniciada segunda-feira no conselho de ministros da Agricultura foi alcançada uma 'maioria qualificada', revelou fonte da presidência britânica da UE.
Fonte diplomática adiantou à agência Lusa que Portugal - um dos nove países que mais contestavam a proposta inicial da Comissão Europeia - também votou favoravelmente.
Este esforço realizado para fechar um acordo deve-se à proximidade da conferência ministerial da OMC (Organização Mundial do Comércio) que se realiza no próximo mês em Hong Kong, no quadro da Ronda de Doha."

"Minoria de bloqueio na reforma do açúcar" na Comunidade Europeia

Nos termos de um artigo de Alexandra Lobão, publicado no Jornal de Notícias de hoje, "Portugal e outros dez países ameaçam inviabilizar o projecto de reforma da organização comum do mercado do açúcar, que visa desligar da produção parte das ajudas comunitárias e que implica drásticas reduções de preços no sector. A existência da minoria de bloqueio foi um dos factores marcantes do segundo dia de trabalhos do Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia a decorrer em Bruxelas.
O ministro português indicou que 'Portugal aceita fazer sacrifícios' na condição de que 'os sacrifícios sejam para todos os Estados membros'. Jaime Silva exigiu, ainda, que o compromisso final sobre o mercado do açúcar crie condições para que os produtores portugueses condenados a abandonar o cultivo de beterraba produzam culturas alternativas." (As hiperligações foram acrescentadas)
Este texto pode ser acedido na íntegra.

terça-feira, novembro 22, 2005

"União Europeia: Portugal veta nova proposta do sector do açúcar por excluir culturas alternativas"

Como adianta o Diário Económico, "O ministro da Agricultura de Portugal rejeita a nova proposta de compromisso para a reforma do sector do açúcar, apresentada hoje em Bruxelas, por não prevêr a possibilidade dos produtores de beterraba se dedicarem a outras culturas. 'Estou muito pouco satisfeito com a proposta de compromisso. Estabelece um calendário degressivo no corte dos preços e dá-nos mais 10 mil toneladas na quota de produção, mas não aceitamos', afirmou Jaime Silva à agência Lusa.
O documento, dado a conhecer no início da reunião dos ministros da Agricultura da União pela presidência britânica da UE, concede a dez países, incluindo Portugal, uma maior quota de produção anual de açúcar de beterraba (mais 10 mil toneladas além das 70 mil que está autorizado a produzir) e uma diminuição de 39% dos preços de referência num prazo de quatro anos, em vez dos dois previstos na primeira proposta mantendo a intervenção nesse período.
Para Portugal, a questão é outra: 'O regime de ajudas desligadas da produção não permite, depois da reforma da Política Agrícola Comum em 2003, que os agricultores se dediquem a outras culturas', como as hortifrutícolas, fazendo com que os agricultores recebam ajudas sem produzir, explicou Jaime Silva. Isto faz com que cerca de 800 produtores de beterraba sacarina existentes em Portugal não tenham alternativas depois de terem sido obrigados a abandonar a produção daquela cultura.".
Este artigo está acessível em texto integral.

segunda-feira, novembro 21, 2005

"UE: ministros da Agricultura discutem amanhã reforma do sector do açúcar"

Como noticia o jornal Público Última Hora, "Os ministros da Agricultura da União Europeia (UE) vão começar amanhã a negociar a reforma do sector do açúcar, que tem a oposição de 11 países, incluindo Portugal. Com uma oposição clara por parte de vários países, entre os quais Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Irlanda, Eslovénia, Finlândia, Hungria, Letónia e Lituânia, a presidência britânica da UE apresentará uma proposta de compromisso, juntamente com a Comissão Europeia, para que seja possível obter um acordo, que necessita do aval da maioria dos Estados membros.
'A proposta será apresentada amanhã. Trata-se uma surpresa que visa obter o compromisso necessário', afirmou uma fonte da presidência britânica da UE, recusando-se a adiantar o seu conteúdo."
Este artigo está acessível em texto integral.

Para um aprofundamento desta questão, pode ser consultada a Página especialmente criada pela Comissão Europeia.

sábado, novembro 19, 2005

"UE: Mariann Fischer Boel insta o Conselho a adoptar uma reforma do açúcar corajosa e responsável"

De acordo com AgroNotícias, "Na véspera das negociações para um acordo político sobre a reforma do açúcar, que começam na próxima terça-feira no Conselho dos Ministros da Agricultura em Bruxelas, a Comissária Mariann Fischer Boel declarou: 'É crucial que cheguemos a uma decisão na próxima semana. As negociações serão duras, mas peço aos ministros que sejam corajosos. Temos mantido contactos intensos com todos os Estados-Membros, tentando convencer o maior número possível. O sector açucareiro não sofreu reformas de vulto durante 40 anos. Precisamos de reformar agora para assegurar um futuro à produção de açúcar na Europa e dar confiança a longo prazo aos produtores, tanto na Europa como nos países em desenvolvimento. Não há alternativa a uma reforma de grande envergadura. Se mudarmos agora, fazemo-lo segundo as nossas próprias condições, com dinheiro em carteira para atenuar as dificuldades. Se não agirmos, ser-nos-á imposta uma reforma sobre a qual teremos pouco controlo e que será mais dura para os produtores mais competitivos. Qualquer atraso minará o financiamento da reestruturação e das compensações sociais. As propostas que apresentámos darão à produção comunitária de açúcar uma posição sustentável a longo prazo. Oferecemos uma compensação generosa para os agricultores, no âmbito do regime de pagamento único por exploração. Proporcionamos um fundo de reestruturação generoso àqueles que desejem deixar o sector. O regime preferencial de que beneficiam os nossos fornecedores do mundo em desenvolvimento será mantido, e o mercado comunitário continuará a ser atractivo para venderem o seu açúcar. E daremos ainda apoio financeiro para ajudar os países ACP a adaptarem-se à nova situação'."
Este artigo pode ser acedido em texto integral.

sexta-feira, novembro 04, 2005

CNA entrega proposta ao ministro da Agricultura

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entrega hoje ao ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, uma proposta para criar a união de produtores de cana-de-açúcar independentes em cooperativas.
Para a CNA, a organização dos produtores de cana-de-açúcar em cooperativas é o principal caminho para garantir a presença do segmento no mercado sucroalcooleiro que deve crescer fortemente puxado pela expansão do mercado de álcool e açúcar. A previsão é de que, nos próximos cinco anos, a safra aumente em 180 milhões de toneladas, chegando a 580 milhões de toneladas na colheita 2010/11. Segundo o presidente da Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar da CNA, Edison José Ustulin, a proposta é construir um modelo que garanta, através de ações do setor privado e de políticas públicas, como definição de linhas de crédito específicas, a presença do produtor independente nesse cenário de crescimento projetado do setor sucroalcooleiro. Uma das idéias é a utilização de recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) para equalização de taxas de juros de financiamento, a custos mais acessíveis. Isso permitiria a criação da Cédula de Produto Rural (CPR) para o álcool, mecanismo que ainda não é disponível ao produto. O crédito existente hoje é voltado para unidades industriais. Hoje, 75% da área da cana-de-açúcar plantada no País pertence a grupos industriais. Os 25% restantes estão nas mãos de produtores independentes, que totalizam 50 mil. Um percentual que já chegou a 50% na década passada. (Fonte: Investnews)