luni, februarie 20, 2006

"Gripe das aves no Conselho de Ministros da União Europeia: Criadores esquecidos"

Nos termos de um artigo da jornalista Isabel Ramos, publicado na edição de hoje do Correio da Manhã, "Portugal não vai pedir hoje, no Conselho de Ministros da União Europeia (UE), apoio financeiro para os produtores de aves, a braços com o recente aumento da quebra do consumo de carne dos 20 para os 30 por cento. O País só pedirá este subsídio se for concedido aos outros países.
Uma posição defendida pelo Ministério da Agricultura por duas razões: os 'países grandes' é que devem reclamar estes apoios; e porque, até agora, ainda não houve casos de gripe em território nacional.
Mas a Espanha, também sem episódios de gripe, fez saber que defenderá a concessão de ajuda comunitária ao sector avícola. Itália, Grécia e França, com casos de infecção, também vão pedir apoio financeiro. Na Grécia, a quebra de consumo de carne de aves ascende a 95 por cento. Em Itália, um avicultor na ruína suicidou-se depois de tentar matar toda a família.
Embora Portugal não tencione avançar com pedidos de compensação financeira ou criação de linhas especiais de apoio aos criadores de aves, irá atrás de outros países que reclamem auxílio com o mesmo fim." (As hiperligações foram acrescentadas)
Este texto está acessível na íntegra.

Actualização: o Diário Económico noticia que "O ministro da Agricultura português, Jaime Silva, considera que as medidas contra a gripe aviária só serão eficazes se todos os Estados-membros tomarem as mesmas medidas, discordando da vacinação dos animais proposta pela Holanda e França.
'Não há consenso sobre a vacinação, mesmo entre os científicos, que é em quem nos devemos basear', afirmou Jaime Silva, salientando a 'necessidade de todos tomarem as mesmas medidas' contra o H5N1, que só assim 'poderão ser eficazes'. Segundo o ministro, 'a França quer vacinar os gansos e os patos porque tem uma indústria de 'foie-gras' muito importante, mas outros países, como a Alemanha, acham que pode ocultar a doença'. 'Nesse contexto, o governo português espera os pareceres do Comité Veterinário Permanente e adoptará as medidas em função das pessoas que têm conhecimentos científicos da matéria', acrescentou."
Esta peça pode ser lida em texto integral.

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