A estratégia prevê a revisão dos resultados do projecto SIAM, no qual cientistas de diferentes instituições nacionais avaliaram o que acontecerá em Portugal num clima diferente. Os cenários até agora avaliados apontam para um aumento significativo da temperatura média em todo o país, até ao fim deste século. Com isso, poderá haver mais ondas de calor e maior risco de incêndios. Quanto à precipitação, as incertezas são maiores. Genericamente, até agora os resultados apontam para menos chuva, especialmente no Sul de Portugal continental.
A estratégia divulgada ontem traz apenas 'os contornos gerais das linhas de acção' que devem ser postas em prática no médio prazo, de modo a adaptar melhor o país a um futuro mais quente.
Entre as ideias do documento está o desenvolvimento de 'indicadores e padrões de referência que permitam acompanhar as modificações do clima e os seus impactes'. Aponta-se também para a possibilidade de planos, programas e projectos terem de ser 'validados' em termos climáticos, de modo que contenham salvaguardas quanto aos efeitos do aquecimento global.
A estratégia parte, porém, do ponto zero e o seu primeiro passo é nomear grupos de trabalho em diversos ministérios, para fazerem o trabalho de identificação dos impactos e das potenciais medidas de adaptação. Não haverá linhas de financiamento específicas numa primeira fase. As despesas serão suportadas pelos organismos directamente envolvidos nos trabalhos.
A estratégia tem um horizonte inicial de dois anos. Até lá, deverão ser feitos os relatórios dos grupos técnicos, um relatório de progresso global e uma proposta para novos trabalhos." (As hiperconexões foram acrescentadas)


