quarta-feira, janeiro 31, 2007

"UFV - Curso de Especialização em Direito Agrário e Ambiental"

"Encontram-se abertas, a partir do dia 1º de Fevereiro de 2007, as inscrições de estudantes para o Curso de Especialização em Direito Agrário e Ambiental, no Departamento de Direito da Universidade Federal de Viçosa.
As inscrições podem ser feitas diretamente na Secretaria da Pós-Graduação, no Departamento de Direito, no Campus da Universidade Federal de Viçosa, até o dia 27 de Fevereiro do corrente ano, no horário de 9:00 às 12:00 e de 14:00 às 17:00.
As inscrições poderão também ser efetuadas pela via postal, desde que completa a documentação exigida e enviada antes de decorrido o prazo previsto para o seu encerramento.
[...]
Informações complementares: (31) 3899 28 74 – 3899 1158 - latosensudir@ufv.br".
Leia a notícia completa no Portal da UFV.

"Benguela: Visitas marcam Dia Nacional do Ambiente"

Segundo o AngolaPress, "Visitas a orla costeira da Baía do Santo António, com indiciadores ambientais degradados e aos projectos de desassoreamento dos rios Catumbela e Cavaco marcam em Benguela, o Dia Nacional do Ambiente, que hoje se comemora em todo país.
De acordo com o programa distribuído à Angop, em comemoração a data, estão ainda previstas visitas ao projecto de Edificação Habitacional ao 'complexo do Casseque', bem como aos aterros sanitários das cidades de Benguela e Lobito e a reinauguração do jardim modelo (Lobito).
Durante a jornada aberta segunda-feira última, foram já realizadas palestras, plantação de 200 casuarinas no município da Baía-Farta e um acordo de parceira entre a Ong Causa Solidária e a direcção provincial do Urbanismo, Habitação e Ambiente, com vista a criação e protecção dos espaços verdes na província de Benguela."

terça-feira, janeiro 30, 2007

2007 é eleito por cientistas como o "Ano Polar" mundial

Relata a folha on line que cientistas de 60 países tentarão, em 2007, entender melhor os pólos no primeiro, desde a década de 50, "Ano Polar Internacional" (API), marcado, desta vez, pelo fantasma da mudança climática. Especialistas no Ártico e na Antártida poderão desfrutar do aumento em seus orçamentos nos próximos anos devido a um amplo programa que permitirá injetar quase US$ 440 milhões de dólares na pesquisa de temas polares.

"UE: Portugal quer negociar aplicação de novo regime ao tomate"

Segundo o AgroNotícias, "Bruxelas, 29 Jan - A estratégia de Portugal para a negociação da nova organização comum do mercado das frutas e legumes é tentar negociar formas de transição para o sector do tomate industrial, disse hoje, em Bruxelas, o ministro da Agricultura.
Jaime Silva, que participa numa reunião com os seus homólogos da União Europeia, sublinhou que a discussão da proposta da Comissão Europeia começou agora e vai durar, pelo menos, até Abril. Para além de um desligamento parcial, ou de um total faseado, o ministro português quer ver adoptadas medidas de apoio à indústria transformadora.
A produção de tomate industrial poderá acabar com a entrada em vigor da nova organização comum do mercado (OCM) horto-fruticultura, que prevê a adopção do regime de pagamento único de subsídios, desligado da produção. 'O desligamento de um ano para o outro leva ao abandono total da produção', salientou o ministro."
Este artigo pode ser lido em texto integral.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Portugal extraerá energía del mar para abastecer a 20.000 familias en el 2012

Portugal ya está capturando electricidad en el mar. El invento se llama Pelamis, cuesta 70 millones de euros, y funciona. La escasa capacidad de aprovechamiento eólico del país y el lento desarrollo de otras energías alternativas ha llevado al Gobierno a apostar por la especialización en la energía maremotriz.
Aprovechando las olas del mar y una tecnología de vanguardia que sólo ha sido probada en Escocia, Australia e Italia, la principal energética lusitana lleva invertidos casi 15 millones de euros desde el año 2003, y le quedan por gastar otros 60 hasta el 2012, para llegar a extraer del mar 25 megavatios anuales de energía. Serán suficientes para abastecer de luz durante un año a una población de 20.000 familias.
La empresa Enersis financia en Aguçadoura, a seis kilómetros al norte de Póvoa de Varzim, la primera central energética del mundo que utiliza el oleaje como fuente. El proyecto ha necesitado casi diez años de investigación y cuatro más para llevarlo a la práctica. Pero ya es una realidad. La sociedad escocesa Ocean Power Delivery, que adaptó la tecnología Pelamis, instaló a finales del pasado año los ocho primeros dispositivos, que recogen la energía de las olas a más de siete kilómetros de la costa. Se trata de enormes tubos de 142 metros de largo y 3,5 de diámetro que aprovechan el movimiento del oleaje para capturar energía. Un cable submarino la traslada después a tierra firme, donde se integra en la red eléctrica nacional.
El director del proyecto, el ingeniero de Enersis Rui Barros, lo presentó esta semana en Bilbao durante la II Jornada Internacional sobre Energía Marina. Allí confirmó que, según estimaciones de la secretaria de Estado de Industria e Innovación de Portugal, la producción de energía a partir de las olas oceánicas puede adquirir en los próximos 40 años un valor cercano al 30% del PIB luso, alrededor de 130.033 millones de euros.
Y eso no es todo. El director del centro portugués de Energía de las Olas, Antonio Sarmiento, cree que su país está en disposición de captar «un 10% del mercado mundial de esta tecnología, lo que significaría una cifra de negocio situada por encima de los 360 millones de euros».

Las dos fases
Por ahora, los ocho primeros cilindros Pelamis que ya flotan en la costa norte lusa descargan la energía de las olas en la central de Aguçadoura y generan luz para casi 3.000 familias.
La primera fase del montaje de estructuras se hizo en los astilleros de Peniche, 120 kilómetros al norte de Lisboa. En la actualidad, se trabaja en una segunda fase, hasta completar los 28 dispositivos que se repartirán en el área marina aprobada por el Gobierno. Será entonces cuando la central funcione a pleno rendimiento. Entonces será capaz de abastecer a 20.000 viviendas.

Vía La Voz de Galicia.

"2007: Ano europeu da responsabilidade ambiental?"

"Abril de 2007 é a data limite para Portugal, enquanto país membro da União Europeia, transpor, para o ordenamento interno, a Directiva Comunitária relativa à responsabilidade ambiental em termos de prevenção e reparação de danos.
Em 'formação' desde 2002, esta Directiva revela que há plena consciência de que a dimensão do problema é global apesar do dano ambiental ter uma origem local. Desde Seveso, em Julho de 1976, até ao Prestige, em 2003, ou o recente acidente na costa norueguesa, ainda que de menor dimensão, a lista de catástrofes ecológicas é extensa.
A necessidade de uma harmonização legislativa, pelo menos ao nível comunitário, na regulamentação de um novo conteúdo legislativo, impõe que a responsabilidade ambiental, seja, mais que um imperativo, um pressuposto. Sem ela nenhum ordenamento será eficaz.
No entanto, nesta parte, a Directiva em referência deixa, infelizmente, margens de manobra de ponderação na sua transposição, que podem conduzir a distorções de conteúdo. Refira-se, a título exemplificativo, a falta de definição de autoridades competentes, a falta de definição de procedimentos de recuperação de custos das medidas de prevenção, inexistência de obrigatoriedade de subscrição de seguro de responsabilidade civil…
Ao Estado português competirá apreender a essência e actuar em conformidade.
Note-se que, desde 1987, (…) a responsabilidade objectiva, consagrada na Lei de Bases do Ambiente, espera por uma legislação complementar.
Uma imposição europeia vem obrigar a elaboração desse tipo de legislação." Assim começa um interessante artigo de opinião, de autoria de Ivone Rocha, publicado no Diário Económico e a ler na íntegra! (As hiperligações foram acrescentadas)

"UE: Conselho de Agricultura de Janeiro 2007"

Como adianta o AgroNotícias, "O Conselho de Agricultura e Pescas reúne-se hoje em Bruxelas sob a Presidência do Sr. Horst Seehofer, Ministro Federal para Alimentação, Agricultura e Protecção do Consumidor da Alemanha.
Mariann Fischer Boel e Markos Kyprianou estarão na reunião para os pontos das respectivas competências. Stavros Dimas junta-se à reunião para o ponto 'Estratégia temática para a protecção dos solos'. Não existem na agenda pontos relativos às pescas."
Este texto está acessíveis na íntegra.

domingo, janeiro 28, 2007

"Paraguai decreta alerta sanitário devido a suspeita de aftosa na Bolívia"

"As autoridades paraguaias decretaram hoje alerta sanitário na região do Chaco paraguaio, na fronteira com a Bolívia, devido à detecção de possíveis casos de febre aftosa no país vizinho.
O diretor-executivo do Serviço Nacional de Controle e Saúde Animal (Senacsa), Hugo Corrales, disse que o organismo declarou o alerta na localidade de Infante Rivarola (Chaco), 700 quilômetros a noroeste de Assunção, devido a indícios de um foco de aftosa na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra.
'É uma suspeita que pode ser confirmada ou desmentida nas próximas horas, mas, de qualquer forma, determinamos a instalação de uma barreira de controle sanitário em Infante Rivarola, que está a cerca de 300 quilômetros de Santa Cruz de la Sierra', explicou."

"Produtores já jogaram 600 toneladas de batata no lixo"

"A produção excedente que derrubou o preço da batata continua provocando desperdício do produto em Guarapuava, no interior do Paraná. Desde o começo do ano, os agricultores da região já jogaram fora 600 toneladas de batata. Só neste sábado foram despejadas mais oito toneladas no lixão da cidade, segundo informações do Jornal Nacional, da TV Globo.
Os produtores reduziram o preço do quilo da batata para menos de R$ 0,10, e nem assim conseguem vender o produto.
Queimar, jogar no lixo ou destruir parte da produção é uma ferramenta que já foi utilizada por produtores em outras épocas de desespero em razão de forte prejuízo. Apesar de politicamente incorreto, o procedimento segue lógica econômica: quando um produto é ofertado em excesso no mercado - e encontrado facilmente - ele tende a ficar mais barato."

sábado, janeiro 27, 2007

(Brasil) "Vale, Itaipu e Petrobras se unem em pesquisa agropecuária (Empresas têm interesse em pesquisar, entre outros assuntos, a agroenergia)"

"O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvio Crestana, afirmou nesta sexta-feira, 26, que a Vale do Rio Doce, a Itaipu Binacional e a Petrobras estão entre as empresas que têm interesse na participação de Empresas de Propósito Específico (EPEs), de fomento à pesquisa agropecuária entre os setores público e privado.
Segundo Crestana, a viabilização das parcerias ainda não tem prazo e depende da eliminação de gargalos jurídicos para a execução. 'Essas empresas estão bastante interessadas no fomento à pesquisa, como o Banco do Brasil também', explicou. 'Os gargalos jurídicos dependem de outros setores do governo, como a Advocacia Geral da União.'
Crestana explicou que, apesar de a Vale do Rio Doce e a Itaipu aparentemente não atuarem no agronegócio, a parceria é viável pelo interesse indireto de ambas, principalmente em agroenergia. 'A Vale do Rio Doce, por exemplo, procura uma forma de otimizar o transporte de carga ferroviário, já que as composições vão com minério até os portos e muitas vezes voltam vazias', afirmou.
Já a Itaipu pretende financiar a produção de energia a partir de dejetos de suínos e frango de produtores que estão às margens da represa da hidrelétrica. 'A companhia pode vender essa energia junto com a já fornecida pela usina', explicou o presidente da Embrapa.
Já a Petrobras poderia ampliar a sua atuação no setor de agroenergia com o financiamento às pesquisas. A companhia e suas subsidiárias já atuam na área com o transporte e a exportação de álcool e a produção do H-Bio, obtido por meio da adição do óleo vegetal no processo de refino do diesel de petróleo.
O tema integra os pontos propostos pelo ex-ministro Roberto Rodrigues para a criação de um Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) exclusivo para a agricultura e será discutido no próximo dia 5 de fevereiro, quando o Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) volta a se reunir. A reunião do conselho, presidido por Rodrigues, terá a participação de Crestana.
Com o fomento privado, a Embrapa espera que sejam duplicados os recursos para a pesquisa, com um investimento total no setor de até 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no País. 'Nos Estados Unidos, a participação do setor privado, que é o grande beneficiado com a pesquisa, é de 70%. Nós queremos pelo menos 50%', concluiu o presidente da Embrapa."

sexta-feira, janeiro 26, 2007

"Pará tem a maior área desmatada da Amazônia Legal"

"O Pará é o Estado com maior área desmatada na Amazônia Legal brasileira - área que compreende regiões do Acre, Pará, Amazonas, Amapá, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Maranhão, Tocantins e Goiás -, revela estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Dos dez municípios com maior área desflorestada, seis encontram-se lá: São Félix do Xingu, Paragominas, Marabá, Santana do Araguaia, Cumaru do Norte e Santa Maria das Barreiras.
Segundo o diretor de Geociências do instituto, Guido Gelli, o desmatamento no sul do Estado tem relação direta com o crescimento do processo de ocupação por meio da pecuária extensiva.
'Como é o local mais ocidental na Amazônia, onde começa a Transamazônica, onde está a região que mais cresceu, é claro que tem a maior área [desmatada]', disse.
As áreas de maior desflorestamento em termos absolutos no Pará estão localizadas ao longo de rodovias federais Transamazônica e o eixo da BR-163, além da PA-150, a leste do Estado.
Por outro lado, o pesquisador lembra que o governo tem aprimorado a conservação ambiental no norte e oeste do Estado.
Em 2005, o desmatamento no Estado correspondeu a 5.763 quilômetros quadrados, o segundo mais expressivo da Amazônia Legal. Mato Grosso liderou o desflorestamento com 7.145 quilômetros desmatados."
Fonte: FolhaOnline.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Em Portugal, "Governo quer concursos públicos ecológicos"

Segundo o PortugalDiário, "O Governo definiu 2010 como meta para introduzir o sistema de compras ecológicas em 50 por centro dos concursos públicos realizados pelo Estado, segundo afirmou o ministro do Ambiente, Nunes Correia, no final do Conselho de Ministros citado pela agência Lusa.
Entre o conjunto de medidas de combate às alterações climáticas aprovadas está uma resolução sobre o sistema de compras públicas ecológicas para o período entre 2008 e 2010, uma medida que será conduzida pela Agência Nacional de Compras Públicas do Ministério das Finanças e pelo Instituto do Ambiente.
'Para 2008, a nossa intenção é atingir 15 por cento dos concursos e em 2009 30 por cento. Neste momento, os países mais evoluídos da União Europeia apresentam uma taxa na ordem dos 40 por cento. Serão abatidas viaturas em fim de vida, que serão substituídas por outras que cumpram as metas ambientais de emissão de CO2', frisou o ministro, convencido de que a medida terá 'não só implicações ambientais, como no plano da economia'.
'Quem faz o mercado são os compradores. Se o Estado quiser apenas comprar verde, os produtores ajustam-se à vontade do Estado e o preço dos produtos mais aceitáveis em termos ecológicos poderá sofrer uma redução', vincou."

quarta-feira, janeiro 24, 2007

"AR: Primeiro-ministro debate hoje alterações climáticas"

Como adianta o Diário Digital, "O primeiro-ministro, José Sócrates, trava hoje, na Assembleia da República, o primeiro debate mensal de 2007, tendo escolhido para o seu discurso de abertura o tema das alterações climáticas.
[...]
Na segunda-feira passada, foi reapresentado publicamente o estudo de impacto ambiental das alterações climáticas em Portugal, concluindo que se verifica um 'acentuar da assimetria sazonal da disponibilidade hídrica, a redução do escoamento na Primavera, Verão e Outono e uma redução do escoamento médio anual para 2050 entre os dez por cento a norte do Douro e os 50 por cento na região do Algarve'.
Na semana passada, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, o primeiro-ministro afirmou que as alterações climáticas seriam uma das prioridades da União Europeia nos próximos 18 meses, período que abrangerá a presidência portuguesa (entre Julho e Dezembro deste ano).
O agendamento da discussão do tema das alterações climáticas no Parlamento segue-se a uma semana em que o Governo atribuiu prioridade a um outro assunto coordenado pelo ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, Nunes Correia: o Quadro Nacional Estratégico de Referência (QREN) para o período entre 2007 e 2013."
Este artigo pode ser lido em texto integral.

"Rússia: Inspecção agrícola insatisfeita com explicações da Comissão Europeia"

De acordo com o AgroNotícias, "A Comissão de Inspecção Agrícola da Rússia (CIAR) disse não ter ficado satisfeita com a qualidade dos documentos recebidos da Comissão Europeia sobre os resultados das inspecções das fábricas de transformação de carne da Polónia.
'Os dados por nós recebidos sobre as inspecções realizadas por peritos da Comissão Europeia nas empresas da Polónia não contêm a informação esperada, mais fazem lembrar informação de diplomatas', declarou Serguei Dankvert, dirigente da CIAR.
'Nos documentos não há nada de concreto, é tudo declarativo, aproximado, enquanto que a parte russa esperava conclusões de peritos sobre empresas concretas, fronteiras e portos', afirmou Dankvert, acrescentando que irá pedir explicações quarta-feira à Comissão Europeia.
Em Novembro de 2005, a Rússia proibiu a importação de carne da Polónia alegando 'considerações sanitárias', tendo Varsóvia respondido, em finais de 2006, com o bloqueio do início das conversações entre a UE e a Rússia sobre a assinatura de um novo tratado de cooperação e parceria."

"A preservação dos recursos naturais"

"O progressivo colapso do cordão dunar da Costa de Caparica, ao ritmo das luas cheias e luas novas de cada Inverno, ilustra de forma exemplar um problema clássico, tradicionalmente pouco atendido, mas hoje crucial para a humanidade: as sociedades humanas têm, ao longo de milénios, mas com particular intensidade ao longo dos dois últimos séculos, produzido bem-estar à custa da destruição de recursos naturais."
Assim se inicia um interessante artigo de opinião do Doutor Nuno Valério, Professor do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnico de Lisboa, publicado no Diário de Notícias e a ler na íntegra.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

"UE: Bruxelas estipula novas regras para apoios a frutas e legumes"

Segundo o AgroNotícias, "A comissária europeia para a Agricultura e Desenvolvimento Rural, Mariann Fischer Boel, vai apresentar quarta-feira a proposta de reforma das ajudas comunitárias aos produtores de frutas e legumes, disse à Lusa fonte de Bruxelas.
Com esta reforma - integrada na Política Agrícola Comum (PAC), que tem sido progressivamente adoptada desde 2002 - as ajudas concedidas por Bruxelas deixam de estar ligadas à produção. Os apoios comunitários terão, assim, uma base fixa que é calculada em função da área e do historial da exploração agrícola.
Na União Europeia existem 1,4 milhões de explorações agrícolas de frutas e legumes, das quais 660 mil são especializadas. A Itália e a Espanha são os principais produtores, seguindo-se a França e Portugal, de um sector que representa 3,1 por cento do orçamento comunitário e 17 por cento do total da produção agrícola na União Europeia (UE).
Segundo um documento de trabalho a que a Lusa teve acesso, a melhoria da competitividade e da orientação para o mercado é um dos objectivos da reforma do sector das frutas e legumes. Outras das metas da Comissão Europeia são a redução das flutuações dos preços e o aumento do consumo de frutas e legumes na UE."
Este artigo artigo está acessível na íntegra.

domingo, janeiro 21, 2007

Indicação bibliográfica (Direito Agrário)

Autor: Gustavo Elias Kallás Rezek
Título: Imóvel agrário: agrariedade, ruralidade e rusticidade
Cidade: Curitiba
Editora: Juruá.
Ano da publicação: 2007
P.S. 1: Tese de doutorado defendida na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
P.S. 2: Prêmio “Orlando Gomes – Elson Gottschalk” 2006 da Academia Brasileira de Letras Jurídicas.

sábado, janeiro 20, 2007

Folhas da Mata Atlântica abrigam zôo microscópico

Cada tipo de planta do ecossistema pode ter quase 700 espécies de bactéria. Estimativa sugere que 97% desses micróbios ainda não foram descritos pela ciência; floresta poderia contar com diversidade igual à do mar. Ao que tudo indica, a biosfera, como é conhecido o conjunto dos seres vivos da Terra, tem uma região altamente subestimada, a filosfera. Explica-se: o nome é dado à superfície das folhas das plantas, e um grupo de cientistas no Brasil e nos EUA acaba de mostrar que três espécies de árvore da mata atlântica provavelmente abrigam, cada uma, centenas e centenas de tipos de bactéria. Nem o mais experiente dos biólogos conseguiria citar de nome todos os habitantes desse zoológico, por uma razão muito simples. Estima-se que 97% dessas espécies seja completamente desconhecida da ciência. Se cada uma das 20 mil espécies de planta da mata atlântica abrigar um bestiário parecido em suas folhas, a soma total de tipos de bactérias no ecossistema ficaria entre 2 milhões e 13 milhões. O oceano inteiro da Terra tem "só" 2 milhões de espécies, segundo as estimativas mais recentes. "Mesmo levando em conta todas as incertezas, a gente provavelmente está sendo conservador nessa estimativa.
A diversidade é muito grande", declarou à Folha Marcio Lambais, da USP de Piracicaba. Ele é um dos autores do estudo, publicado na revista americana "Science" (www.sciencemag.org). O problema básico a ser enfrentado num levantamento desses é que entre 95% e 99% das bactérias não "aceitam" ser cultivadas em laboratório, dificultando sua identificação. Por isso, Lambais e seus colegas Ricardo Ribeiro Rodrigues, também da USP de Piracicaba, e David Crowley, da Universidade da Califórnia em Riverside, removeram as bactérias das espécies de árvore e extraíram o DNA delas em bloco. Depois, partiram para uma análise mais refinada, "lendo" fragmentos de DNA correspondentes a um gene usado para estimar o grau de parentesco entre espécies bacterianas. Com base nisso, eles estimam que cada tipo de planta tenha em suas folhas entre 95 e 671 bactérias diferentes. O importante é que apenas 0,5% dessas espécies é comum às três plantas. É como se a filosfera de cada uma delas fosse um ambiente em si, com diferentes desafios e oportunidades.
As implicações práticas do trabalho estão longe de ser microscópicas. "Essa diversidade genética também deve corresponder a uma diversidade metabólica", diz Lambais. Entre tantos microrganismos desconhecidos, é grande a possibilidade de haver muitas substâncias e processos de interesse médico, industrial ou agrícola. Tanto a análise de DNA quanto o cultivo em laboratório dos micróbios deve revelar várias surpresas desse tipo. O trabalho integra o Programa Biota, projeto de mapeamento da biodiversidade financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Fonte: Folha de São Paulo - Ciência.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

"Kwanza Sul: Lei de terra é tema de seminário"

Segundo o AngolaPress, "A Associação Cristã da Mocidade (ACM) realiza segunda-feira próxima, na cidade do Wako-kungo, município da Cela, província do Kwanza Sul, um seminário de capacitação sobre a Lei de Terra.
Segundo uma nota de imprensa hoje distribuída à Angop, vinte e cinco participantes, entre líderes tradicionais e comunitários, funcionários da administração comunal da Pambangala (Kassongue) e Sanga (Cela) farão parte da formação, que visa garantir maiores conhecimentos aos cidadãos sobre questões ligadas à terra.
A nota avança que a formação terá duração de quatro dias e nela serão abordadas questões sobre a Lei de Terra e seu Reglamento e tem como prelector o coordenador de políticas e pesquisas da organização não governamental canadiana Development Workshop 'DW', Pacheco Ilinga.
A ACM no Kwanza Sul trabalha em prol da redução da pobreza na província e tem em curso projectos sociais nos municípios da Kibala,Celae Kassongue."

Polêmica questiona a segurança dos alimentos orgânicos

Tudo começou com um lote de espinafre. Em setembro de 2006, hortaliças contaminadas por uma variação da bactéria E.Coli --consagrada inimiga da saúde pública por representar risco de morte-- mandaram para o hospital vários norte-americanos. Os relatos incluem uma morte e mais de 50 casos de falência renal. Do rótulo do alimento, brotou a polêmica: o fabricante era conhecido por comercializar alimentos orgânicos.
O episódio deixou a FDA (agência federal norte-americana que fiscaliza alimentos e medicamentos) de orelha em pé e semeou desconfiança em relação à segurança do consumo de alimentos cultivados sem defensivos agrícolas. Estariam mais expostos a riscos de contaminação por microorganismos nocivos à saúde? Lá fora, a maior certificadora dos Estados Unidos se apressou em declarar que o espinafre contaminado não era orgânico. Ao não-uso de agrotóxico, esse modo de cultivo soma métodos de baixo impacto ambiental, isenção de componentes transgênicos e processamento sem aditivos que trazem riscos à saúde humana. Por aqui, produtores e certificadoras que integram um mercado em expansão fazem coro para que seus produtos não sejam atingidos pela má fama estrangeira de "sujinhos". "O risco de contaminação existe para todo mundo. Cabe ao produtor certificado combatê-lo. Já tivemos produtores que perderam o certificado porque ofereciam poucas condições de higiene", diz Alexandre Harkaly, presidente do IBD (Instituto Biodinâmico), que certifica produtos orgânicos.
Engenheira agrônoma da Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo), Luciana Di Ciero enfatiza que "agricultura sem praga é impossível". Para ela, as hortas orgânicas têm mais chance de serem contaminadas do que as que recorrem ao defensivo agrícola. "O esterco precisa ser manipulado da forma correta, senão facilita a proliferação de bactérias patogênicas", diz. Harkaly rebate: "A agricultura convencional usa esterco também. Plantações orgânicas têm controle de pragas: há herbicidas e inseticidas naturais, rotação de cultivos em que o prévio afasta as pragas do seguinte e plantas que se ajudam. Cultivar orgânico não é largar na natureza sem cuidar". De qualquer modo, vale aprender que orgânico não é sinônimo de comida mais limpa. "Nem mais, nem menos", enfatiza Harkaly. Portanto, nada de relaxar na lavagem da alface só porque ela é certificada. Como qualquer alimento cultivado com agrotóxico, esses produtos requerem higienização.

Fonte: Folha de São Paulo.